sexta-feira, 28 de junho de 2013

Fr. Pierbattista Pizzaballa foi confirmado Custódio da Terra Santa


A confirmação de Fr. Pierbattista Pizzaballa, como Custódio da Terra Santa, para os próximos três anos, foi anunciada hoje.

A Custódia apresenta a Fr. Pierbattista Pizzaballa os melhores votos pela continuação de sua missão como chefe da Custódia da Terra Santa.

(Biografia de Fr~. Pierbattista Pizzaballa)

Breve pro-memoria sobre a Custódia

A Custódia, atualmente, conta com 285 religiosos franciscanos.
174 Frades pertencem à Entidade da Custódia e 111, vindos de outras Entidades, estão nela a serviço. Esse pode ser até por mais de dez anos.

As nacionalidades presentes são 39. O grupo linguístico mais numeroso é o oriental (a maioria desses é de língua árabe) com 66 Frades. Em seguida, vem o grupo de língua italiana (61), seguido pelo grupo anglófono (54) e pelo de língua espanhola (50).

Veja também o vídeo de Franciscan Media Center

Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=23468

sábado, 22 de junho de 2013

A restauração da VII Estação


 


Na sexta-feira, 07 de junho, em Jerusalém, foi benzido o altar restaurado da VII Estação da Via Sacra. Após a Santa Missa na capela superior, dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, Fr. Artêmio Vítores, Vice-Custódio, benzeu a renovada capela da VII Estação. A restauração e reestruturação duraram alguns meses. Agora, a VII Estação é a “pérola” da Via Sacra.
A história da VII Estação une devoção com dados topográficos e arqueológicos. Nesse local, segundo testemunhas antigas, estava a porta da cidade, nos muros ocidentais. No correr dos séculos, a porta enriqueceu-se com o tema da Sentença de morte afixada na coluna da porta e, enfim, o tema da segunda queda de Jesus, que acabou inserida na Via Sacra. Os cristãos deram à porta, chamada Antiga (cfr Ne 12,39), o nome de “Porta do Judicial” e a coluna chamaram “Coluna da Sentença”.
Em 1875, a Custódia da Terra Santa entrou na posse do lugar em que se encontrava a tal coluna. Nos anos 1894-1900, a capela da VII Estação foi restaurada, embelezada e decorada com ajuda da França. O quadro, que representa a queda de Jesus sob a cruz, é obra de François Lafon (1899) e a pala do altar foi feita em Paris. Nos anos 1995-1996, um armazém, adjacente à capela da VII Estação foi transformado em ambiente comunicante com o santuário, possibilitando assim que um grupo mais numeroso de peregrinos possa participar da missa ali celebrada.
A Custódia da Terra Santa, após mais de cem anos da fundação da capela, decidiu realizar uma completa restauração. No início de dezembro de 2012, foi retirada a estrutura de madeira da pala do altar e, com o quadro, foi enviada a Cracóvia - Polônia. A empresa AC KONSERWACJA ZABATKOW, propriedade de Aleksander Piotrowski, restaurou o altar e o reenviou em março. Os desenhos para a construção da parte baixa, realizada em pedra por uma empresa daqui, foram preparados pelo arquiteto Jozef Dudkiewicz. Sobre a mesa do altar, no arco de pedra, foi colocada uma artística coroa de espinhos, com o texto latino: Et baiulans sibi crucem, exivit in eum, qui dicitur Calvariæ locum (Io 19,17).
A restauração foi finalizada em maio, com grande satisfação de todos. O trabalho do arquiteto Dudkiewicz e da empresa de Piotrowski, ambos de Cracóvia - Polônia, foi totalmente gratuito.

Fr. Jerzy Kraj, OFM

Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=23519

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Festa de Corpus Christi em Beirute: antigo quarteirão cristão descobre suas tradições


Pela primeira vez, após uns trinta anos, os Franciscanos do Convento da Terra Santa, em Beirute, com os Padres lassalistas e a paróquia maronita, convidaram, ontem, a comunidade cristã local à celebração comum da festa do Corpo e Sangue de Cristo.
Em Gemmayzeh, no coração da cidade de Beirute, uns 500 fiéis e alunos reuniram-se para animar a procissão eucarística nas ruas do quarteirão, apesar da situação um tanto tensa no país.
A procissão partiu do convento dos Franciscanos e dirigiu-se, por quatro estações de oração e bênçãos, à igreja paroquial maronita, onde a celebração se concluiu com a bênção solene. Um participante da procissão, habitante do bairro, sublinhou a importância do quarteirão, colocado ao longo da antiga estrada, que, há mais de três mil anos, liga a cidade de Beirute àquela de Byblos.
Nos últimos anos, Gemmayzeh, quarteirão em que residem os cristãos, transformou-se, pouco a pouco, em zona trepidante de vida noturna, deplora a comunidade cristã. “As estradas não devem servir somente à animação ou manifestação política, mas também para testemunhar nossa presença cristã no coração desta cidade”, declarou Padre Toufic Bou Merhi, superior do Convento da Terra Santa, em Gemmayzeh. Ele sublinhou que os habitantes são especialmente afeiçoados a tais procissões. “As pessoas, que trabalham nos restaurantes e bares, deixaram seu trabalho não só para ver a procissão, mas para rezar e receber a bênção!” disse Padre Toufic, fazendo votos de que o Líbano reencontre um pouco sua religiosidade.
“Gemmayzeh não serve só para curtir a noite, mas também para rezar!” dizia um cartaz em forma de coração, carregado pelos alunos mais jovens do colégio. A procissão da festa de Corpus Christi foi um exemplo.
Andrea Krogmann
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A presença da Custódia da Terra Santa, no Líbano, é assegurada por dois conventos, um em Beirute e outro em Harissa, nos quais seis frades (três e três) garantem o serviço espiritual, continuando a obra da Custódia em Beirute, Harissa, Trípoli, Tyr e Deir Mimas.

Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=23500

domingo, 12 de maio de 2013

A Ascensão celebrada em Jerusalém e outras notícias


"Na vigília da Ascensão no Monte das Oliveiras, as tendas preparadas pelos franciscanos acolhem os fiéis e peregrinos ao redor da pedra da qual Jesus subiu ao Pai. Do Santo Sepulcro, no entanto, as imagens de uma celebração profundamente sentida, a que faz memória - no lugar que a recorda - da descoberta da Cruz. A energia renovável levada por uma ONG israelense-palestina melhora a qualidade da vida de uma das comunidades palestinas mais frágeis, ao sul de Hebron, enquanto no Getsêmani as crianças das escolas de Jerusalém Oriental, em sua maioria muçulmanas, visitam a Basílica das Nações e os seus mosaicos. Finalmente, a troca de saudações ecumênicas, após a Páscoa católica e ortodoxa, entre os representantes das Igrejas da Cidade Santa, unidos nas intenções e nas orações pelos cristãos do Oriente Médio".

Se você quiser curtir estas e outras matérias, entre no link: http://www.fmc-terrasanta.org/pt

Terra Santa News n

domingo, 28 de abril de 2013

A situação dos cristãos na Síria está feia!


Veja no link abaixo um videio sobre a preocupante a situação na Síria. Conventos foram bombardeados, o povo teve que abandonar suas casas, refugiando-se em países vizinhos, sem poder voltar para a sua residência. Veja também outras notícias da Terra Santa! 
http://www.fmc-terrasanta.org/pt/resumos-tsn.html#

quinta-feira, 28 de março de 2013

Coleta aos Lugares Santos


Caro(a)s Internautas

Paz e Bem!

Mais uma vez se aproxima a Sexta-feira Santa, quando acontece a tradicional Coleta aos Lugares Santos. Graças a tal Coleta, as Pedras Vivas que lá vivem, podem desenvolver muitas frentes de ação evangelizadora, de acordo com o resumo que segue:
- A manutenção de 278 missionários;
- 54 Santuários;
- 24 Paróquias;
- 14 Escolas;
- 4 Casas para enfermos e órfãos;
- 4 Casas para acolher peregrinos a preços modestos;
- 3 Institutos acadêmicos;
- 2 Editoras (gráficas) para imprimir e divulgar as coisas da Terra Santa;
- 1500 empregos a cristãos;
- 500 moradias para que essas famílias não abandonem os Lugares Santos;
- 371 Bolsas de estudos anuais a estudantes universitários.

Em vista destas finalidades, vimos humildemente solicitar a vossa contribuição, Sexta-feira da Paixão, para que junto ao beijo da Cruz, possa depositar a sua ajuda aos Lugares Santos. Para as pessoas que porventura quiserem depositar, eis abaixo a conta:
Bco. Bradesco – Ag. 3403-7 (Petrópolis)
Conta corrente n° 11174-0
Obra Pia da Terra Santa

Quero deixar aqui o meu fraterno abraço e o agradecimento em nome do Custódio da Terra Santa, com votos de Abençoada Páscoa a ti, à tua família e à tua rede social,

Frei Ivo Müller, OFM
Comissário da Terra Santa

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma peregrinação inesquecível pelos Lugares Santos

Os dias 15 a 25 de janeiro deste ano marcaram a história de mais 50 peregrinos, que visitaram os Lugares Santos, acompanhados pelo Comissário, Frei Ivo (organizador e guia) e Frei Ludovico Garmus, OFM (orientador espiritual). Esta foi a 12a. edição de grupos organizados por este Comissariado, em viagens mais modestas, hospedando-se em casas religiosas (Casa Nova, Tiberíades e Hotel do Patriarcado Grego Melquita, Jerusalém). A marca d’água destas peregrinações se dá no maior tempo para visitar os locais sagrados, com tempo para rezar, meditar e conhecer melhor as culturas locais, sem contar que é incluído no pacote uma visita à Custódia da Terra Santa, em Jerusalém. Abaixo, seguem alguns testemunhos de peregrinos que viajaram neste grupo:
"Nunca tive o sonho de conhecer a Terra Santa, menos ainda a esposa, embora com formação religiosa. Tivemos o privilégio de integrar o grupo conduzido e acolhido por Frei Ivo Muller e Frei Ludovico Garmus – janeiro/2013. Não imaginávamos tamanha hospitalidade. A estadia nos lugares sagrados revelou-nos uma vez mais que esta terra é diferente e por isso é de todos, dos “puros e impuros” e aí, por vezes, tantas desuniões, porém deixa a marca cravada em nossos corações que somos filhos e filhas do mesmo PAI e formamos uma grande e única FRATERNIDADE. Que muitos e muitas possam ter o mesmo privilégio e felicidade de um dia participar de uma peregrinação à Terra Santa à luz dos franciscanos" (Paulo L. e Salete da S. Schmitt – Gaspar, SC, Brasil).

"Nós sempre gostamos de viajar. Já visitamos vários países e quase todo o Brasil mas nunca havia passado por nossa cabeça “peregrinar”... Ter a oportunidade de renovar um casamento de mais de 40 anos em Caná, de atravessar o Mar da Galileia, de poder contemplar Cafarnaum ,de entrar no Cenáculo, de estar no monte das Oliveiras, de ver de perto o que Ele deve ter visto ao ficar no deserto,de entrar no do Santo Sepulcro , de comparar ritos e cultos e de sentir dentro de nós a força da fé em Cristo nos fez voltar diferentes e responsáveis por manter aqueles lugares preservados e abertos aos cristãos" (Vanda e Sergio Pessurno, Petrópolis, RJ, Brasil).

"Vivenciar uma peregrinação à Terra Santa, para nós foi um projeto e desejo de há muitos anos. Somos gratos ao Comissariado da Terra Santa pela oportunidade que nos concedeu, onde tivemos a graça de sermos acompanhados por Frei Ivo Müller e Frei Ludovico Garmus, guias especiais tanto no conhecimento histórico quanto nas reflexões e celebrações de que pudemos partilhar. Agradecemos ao Senhor Deus pelo grupo. As leituras e reflexões bíblicas, em cada local visitado, nos aproximavam do tempo de Jesus. Certamente, após esta experiência, cada um se dispôs a trilhar com maior empenho os caminhos do Senhor". (Josefina e Conrado Vasselai, Bragança Paulista, SP, Brasil).

"Confesso que às vésperas de minha viagem não estava passando por um bom momento emocional. No dia do embarque não tinha arrumado minha bagagem. Andava nervosa, explodindo por qualquer coisa, minha mãe, uma santa, me aguentando. Embora estude psicologia, não sou adepta de terapias e nunca usei remédios. Coloco meus problemas nas mãos do Sagrado Coração de Jesus. Minha ida à Terra Santa sob a orientação espiritual de Frei Ivo Müller foi um bálsamo na minha vida, passei a minimizar os problemas cotidianos. Pisar naquela terra e lá depositar nossas demandas no Santo Sepulcro e no Muro das Lamentações é uma graça. O grupo de peregrinos foi fantástico, fiz boas amizades.Não posso deixar de mencionar que Frei Ivo e Frei Ludovico nos brindaram com uma ótima apostila (guia do peregrino), muitas missas (uma delas no Santo Sepulcro) e uma agradável companhia" (Lázara de Azevedo Carvalhal, Rio de Janeiro, Brasil).

 "Ter ido à Terra Santa foi, além de uma vivência intensa de fé e encontro com outras dimensões do Sagrado, uma experiência reveladora: o despertar do sentimento de pertença àquele lugar... Nos locais santos eu pude encontrar-me com a minha própria história como cristã... E isso fez brotar
em mim o desejo de ser "pedra viva" na preservação daqueles espaços que guardam a memória da passagem de Maria (minha especial devoção) e Jesus por esse mundo..." (Cristina M. do A. Marques Ferreira, Petrópolis, Brasil).

"É muito difícil descrever em palavras a experiência que vivi em Israel. Sou um dos mais céticos do grupo dos 50 que foram na Peregrinação para pisar a “terra santa”, na qual todos acreditam fielmente nos seus respectivos valores e princípios religiosos. Eu não sou tão religioso quanto o povo que lá vive. Tenho meus defeitos. A vida é marcada por tanta imprevisibilidade que sua complexidade não nos permite ter a certeza do que vai acontecer no futuro... Quanto mais buscamos respostas para todos os nossos questionamentos, mais encontramos perguntas. Em Israel, ao presenciar fortes cenas de culto e devoção, após visitar tantos locais sagrados, depois de entrar nessa terra tão exótica e especial, quanto à sua história, agora posso dizer que entendo melhor o que é fé. A fé que move as pessoas é algo muito íntimo, difícil de explicar, mas é o que dá força para elas viverem. É a certeza de que o amanhã será melhor. Após tudo que vivi, talvez seja ela que me fez ser uma pessoa melhor. Passei a olhar com outros olhos para todos os religiosos que encontro, comecei a respeitar mais seus preceitos ao invés de criticar seus costumes. Todavia, mais importante que tudo isso foi que eu comecei a procurar a minha própria fé" (Eduardo Couto, Rio de Janeiro, Brasil).

"Diante de tanto esmero em manter os lugares santos, onde tudo o que vimos nos mostrou o amor daqueles que guardam esses lugares, não podemos nos calar. Seja pela geografia do lugar, seja pela história ali preservada e sobretudo pela espiritualidade do lugar: agradecemos a Deus as transfigurações que lá vivenciamos e continuamos a sentir quando nos lembramos das cenas lá mantidas há mais de dois mil anos. Só temos certeza de uma coisa: nossas vidas, provavelmente, se dividirão em duas fazes, ou seja, antes e depois de nossa Perigrinação à Terra Santa (Sebastião e Benta Matos Freitas, Curitiba, Brasil).

"Visitar a Terra Santa é uma experiência única na vida de um peregrino cristão. Respirar o ar nos lugares santos, se inebriar com a natureza, caracterisitca da região de tantos acontecimento bíblicos e poder rezar onde tantos personagens da História da Salvação rezaram, é uma unção para o corpo e o espírito do peregrino... Rezamos, cantamos, brincamos, nos emocionamos e até deu tempo para umas comprinhas. Além de tudo isso o encontro com o vice-custódio da Terra Santa foi um momento único para nos esclarecer a importância de ajudarmos nossos irmãos na fé a permanecerem nos lugares santos. Acredito que todos nós voltamos com um novo olhar sobre as paginas da Bíblia" (Larry C. Marchioro, Curitiba, Brasil).

"Eu senti nessa peregrinação uma grande oportunidade de aprofundar na Fé, onde conheci melhor os grandes acontecimentos da vida de Jesus, Maria e os demais, foi uma experiência emocional inesquecível, despertando e renovando o entusiasmo para missão da vida Cristã. Inclusive envie o panfeto para fazer a inscrição da revista da Terra Santa, que considerei importante para dar continuidade nos conhecimentos" (Marines Bresolin, Paraná, Brasil).

"A partir daquela citação contida do GUIA DO PEREGRINO - "A Terra Santa é o único lugar do mundo cujo 'guia de turistas' é a Bíblia" - gostaria de lhe externar toda minha alegria, satisfação, e profunda emoção ao ter participado desta maravilhosa peregrinação, com celebrações praticamente diárias. Posso lhe afirmar que a minha fé, agora, se apresenta em dois momentos: um, antes de ter conhecido os lugares santos; outro, após ter experimentado esta realidade. As leituras bíblicas e a participação nas missas já não são mais as mesmas. A travessia do Mar da Galiléia, a passagem pelo deserto, a missa celebrada em Belém, e a benção que foi dada no dia de nosso retorno, na Igreja dedicada a São Pedro (a Sul de Tel-Aviv) a todo nosso grupo pelo Frei Ludovico e Irmã Almelinda, me tocou bastante. Senti uma emoção incontida. Agora, entendo melhor porque nós, cristãos, precisamos colaborar e manter os lugares santos. Obrigada, Frei Ivo, por toda esta experiência!" (Mônica Pimenta Vanzan, Petrópolis, Brasil).

"A Rosa e eu retornamos à Terra Santa pela segunda vez em menos de um ano. O impacto da primeira passagem por lá vinha carregado de dados turísticos pouco esclarecedores daquilo que, no íntimo, procurávamos. Voltamos com sede de 'quero mais'. Quando a oportunidade certa apareceu, viajamos imbuídos da ideia de somente nos ater à descoberta do novo, presente nas pegadas que Ele deixou. Queríamos, não só visualisar os elementos históricos, geográficos e sociológicos, mas compreender um pouco mais do Caminho e do sentido nele contido. Ficamos felizes e voltamos renovados. Somos imensamente gratos a todos quantos contribuiram para que desfrutássemos dessa oportunidade" (Zancanaro e Rosa, Paraná, Brasil).

As palavras destes depoimentos falam por si mesmas, atestando que vale a pena dar um presente a si mesmo ou a uma pessoa querida, que marcará a sua vida para sempre, visitando a Terra Santa.

Frei Ivo Müller, OFM (Comissário)

 

 

 

 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Congresso dos Comissários latinoamericanos da Terra Santa


Nos dias 03 a 09 de fevereiro aconteceu o VIII dos Comissários latinoamericanos da Terra Santa. Participaram deste Congresso os comissários: Fr. Rafael Sube Jiménez, OFM (Argentina), Fr. Ivo Müller, OFM (Brasil), Fr. Jorge Egídio Hartmann, OFM (Brasil), Fr. Francisco Alexandre Viana, OFM (Brasil), Fr. Edilson Rocha da Silva, OFM(Brasil), Fr. Luis Augusto Lessa (GUTO), OFM (Brasil), Fr. Miguel Chuvirú Pesoa, OFM (Bolívia), Fr. Domingo Nicomedes Tapia Gutiérrez, OFM (Chile), Fr. Ramiro Rafael Acosta Cárdenas, OFM (Colômbia), Fr. Carlos Arturo Restrepo Giraldo, OFM (Colômbia), Fr. Luís Arcesio Gallardo Loja, OFM (Equador), Fr. Francisco Mauricio Espinoza Fernández, OFM (Honduras), Fr. Carlos Hernández Covarrubias, OFM (México), Fr. Fernando Comparan Aguilar, OFM (México), Fr. Luis Nevárez Lara, OFM (México), Fr. José María Zubizarreta Soraluce, OFM (Paraguai), Fray Miguel Ángel González Naranjo,  OFM (Venezuela). Os comissários contaram ainda com a assessoria de  Fr. Emérito Merino Abad, OFM (Espanha), de Frei Giorgio Maria Vigna (Jerusalém) e especialmente com a presença de Frei Pier Battista Pizzaballa, Custódio da Terra Santa.

O congresso se realizou no Convento São Francisco, em Santiago, Chile.

A manhã do primeiro dia foi dedicada a uma reflexão sobre o ano da fé, assessorada pelo Fr. Santiago Segundo Andrade Triviño (vigário provincial da Província da Santíssima Trindade, Chile). Na parte tarde, houve a apresentação do Vademecum dos Comissários, apresentado pelo Frei Giorgio M. Vigna.

O segundo dia teve como assessor principal o Custódio da Terra Santa, que discorreu sobre os trabalhos realizados na Custódia, sobretudo com a ajuda dos colaboradores da Terra Santa, que são leigos empenhados no mundo todo em ajudar os Lugares Santos. Também teve a apreciação dos Estatutos da Conferência Latinoamericana, elaborados por Frei Ivo.

O terceiro dia foi abrilhantado pelo Frei Emérito Merino, que é um modelo de organizador de peregrinações para a Terra Santa na Espanha. São cerca de 60 grupos por ano, contando com ajuda de colaboradores leigos.

O quarto dia foi dedicado à partilha das experiências dos comissários, sobretudo na organização e condução dos grupos de peregrinos em visita aos Lugares Santos. Destacou-se a importância da boa preparação dos grupos, bem como dos frades comissários, enquanto guias destes grupos. No final do dia, houve a eleição dos coordenadores da Conferência, sendo eleitos: Frei Ivo (Presidente) e Frei Carlos Arturo Restrepo (Secretário – reeleito). 

A manhã do quinto dia foi ocupada pelas propostas e conclusões do congresso. Na parte da tarde, os Comissários foram visitar a vinha Concha y Toro, com direito a degustação de vinhos. Na sequência, visitaram uma casa de encontros da Província chilena, com capacidade para abrigar 160 pessoas para retiros e encontros de formação.

O sexto dia ficou aberto para uma visita ao Eremitério da Província (El Totoral), para um suculento almoço em Valparaíso, às margens do Oceano Pacífico, bem como para uma visita à linda cidade litorânea de Viña del Mar.

No sábado, alguns viajaram. Os cinco Comissários do Brasil ocuparam-se na parte da manhã para uma reunião de partilha de suas experiências. Debruçaram-se sobre a publicação e avaliação das primeiras edições da Revista Terra Santa em português e na na possível configuração de novos comissariados. Este assunto deve retornar à baila na próxima reunião, prevista para setembro deste ano. Na parte da tarde, alguns aproveitaram o tempo para visitar a cidade de Santiago e se depararam com uma surpresa. Praticamente todo o comércio estava fechado. Aconteceu que choveu nas montanhas e as torrentes de água suja interferiram nos reservatórios das cidade. Por lei, o comércio teve que ser fechado, por falta d’água, especialmente nos banheiros públicos, bares e restaurantes. No convento, o guardião deu uma garrafa de um litro e meio para cada frade (para tomar banho e escovar os dentes).
Os congressistas saíram de Santiago com um sentimento de gratidão pela hospitalidade e simplicidade vivida por aqueles frades, que não mediram esforços no melhor atendimento possível dos visitantes. 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

É ainda Natal


Também neste ano, apesar do clima sombrio pela grave e pesada situação social e política que envolve todo mundo, as comunidades cristãs de Belém se aprestaram em celebrar o Santo Natal. Sob o signo da esperança, no coração da Terra Santa, iniciou a longa noite que se manteve viva com a promessa mantida de Sua vinda: Seu Natal e nosso Natal.

Seguindo os complicados ritos do lugar, a Missa da meia-noite, tão esperada e, há muito tempo, prevista pelos fiéis daqui e pelos peregrinos vindos de todas as partes do mundo, foi celebrada na Igreja de Santa Caterina, totalmnete tomada por pessoas da Terra Santa ou peregrinos, foi presidida pelo Patriarca Fouad Twal, concelebrada pelos Bispos, e por mais de cento e cinquenta sacerdotes diocesanos e franciscanos, peregrinos ou em serviço na Terra Santa.
O nascimento dessa criança é, aparentemente muito insignificante. Por não ter havido hospedagem, a criança nasceu “ao longo do caminho”, num lugar improvisado. Assim se manifesta, mais uma vez, e de forma atual, humana, humilde e escondida, a fim de realizar Seu projeto de nossa salvação. Desde então, e exatamente em Belém, a história humana mudou totalmente.
Se soubermos correr como os pastores, seguindo a luz que conduz a esse tesouro, escondido nas faixas do recém-nascido, a fim de descobrir a criança e contemplá-la, admirados e confiantes como os pastores, poderemos viver cada dia nosso Natal.

Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=22438

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Festa de Santa Catarina em Belém

Belém, Basílica da Natividade – Igreja de Santa Catarina, 24-25 de novembro de 2012


Os dias da semana, antes do início do Advento, foram especiais, como a cada ano, por causa da entrada solene do Custódio da Terra Santa em Belém, na festa de Santa Catarina, padroeira da Paróquia franciscana.
A tradicional festa começou na manhã de sábado, no divã do Convento San Salvatore, em Jerusalém. O momento, cada ano ansiosamente esperado, do encontro convival entre o Mukhtar, Sr. Yacob Amer, acompanhado por outros paroquianos, e o Custódio da Terra Santa, Fr. Piebattista Pizzaballa, o Vice Custódio, Fr. Artêmio Vítores, e o Pároco de San Salvatore, Fr. Feras Hejazin.
Terminado o encontro, um cortejo de carros, escoltado pela polícia de Israel, se pôs a caminho de Belém, partindo da Porta Nova.
A primeira parada aconteceu no Convento de Santo Elias, “Mar Elias”. No antigo mosteiro bizantino, recorda-se o descanso do profeta Elias, durante sua viagem ao Monte Horeb, partindo do Monte Carmelo, a fim de fugir da ira da rainha Jezabel (1Rs 19,4-8).
Aqui, termina a jurisdição da Paróquia de Jerusalém e se entra na de Beit Jala (Palestina).
O Custódio foi acolhido com alegria pelo Pároco, Fr. Ibrahim Shomali, pelas autoridades civis de Israel e por toda a comunidade cristã de Beit Jala.
Após troca de saudações, novo grupo de carros uniu-se ao cortejo. Só três vezes por ano, aos veículos, vindos dos territórios sob controle da Autoridade Nacional Palestina, é permitido cruzar os confins do Estado de Israel, superando o muro de separação.
Apenas ultrapassado o túmulo de Raquel, a escolta militar de Israel deixou seu posto à polícia palestina, que escoltou o Padre Custódio até a Praça da Manjedoura, em Belém.
Na praça, muitos estudantes das escolas da Terra Santa e do Instituto S. José, escoteiros em seus uniformes coloridos, autoridades locais, junto à nova Prefeito de Belém, Sra. Vera Baboun, esperavam a chegada do Custódio. No espaço ante do ingresso da basílica, Fr. Artêmio Vítores, Vice-Custódio, Fr. Stéphane Milovitch, Guardião do Convento Santa Catarina, seminaristas da Custódia e paroquianos acolheram o Custódio.
Terminada a saudação por parte dos franciscanos, dos representantes das Igrejas ortodoxas e das autoridades civis, o Custódio entrou solenemente na igreja de Santa Catarina, atravessando a Basílica da Natividade, apinhada de fiéis locais e peregrinos.
O rito iniciou com o beijo da Cruz, ao ingressar na igreja. Enquanto o Te Deum era cantado, o Custódio dirigiu-se ao altar-mor. Após as boas-vindas, dadas pelo Pároco Fr. Marwan De'ides, o Custódio agradeceu a todos os presentes e presenteou a nova Prefeito de Belém uma Bíblia, um terço e um crucifixo. A Sra. Baboun agradeceu ao Custódio, sublinhando que sua missão, mesmo sendo difícil, será iluminada pela luz da Palavra.
No fim da celebração, o Custódio, deu a todos os presentes a solene bênção.
Um momento de cordial troca de votos, no claustro da igreja, concluiu a cerimônia, em surdina, foi manifestada leve sinal de solidariedade para com as famílias das vítimas de Gaza.
Após o meio-dia, o Padre Custódio presidiu a celebração das primeiras Vésperas, com procissão à Gruta da Natividade.
No domingo, dia 25 de novembro, Festa de Cristo Rei, a celebração da Santa Missa, na igreja de Santa Catarina, foi presidida solenemente pelo Padre Custódio.
Desde 1347, os franciscanos moram em Belém, em seu convento ao lado da Basílica da Natividade. A igreja, dedicada à Mártir Santa Catarina, foi construída no século doze, sendo mais tarde ampliada e modificada.
Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=22171

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Patriarca Kirill pela primeira vez na Terra Santa


Na sexta-feira, dia 9 de novembro, na Porta de Jafa, em Jerusalém, os representantes das Igrejas locais acolheram Sua Beatitude Kirill, Patriarca de Moscou e de todas as Rússias, pela primeira vez em visita oficial à Terra Santa, após sua eleição ao vértice da Igreja Russa, em 2009.
O cortejo, guiado pelos Quawas, seguiu até o Patriarcado Ortodoxo, para o encontro com o Patriarca Teófilo III. Depois, a procissão percorreu as ruelas da Cidade Velha, dirigindo-se ao Santo Sepulcro, para o ingresso solene. Fr. Fergus Clarke, Guardião do Santo Sepulcro, juntamente com muitos frades da Custódia, recebeu o Patriarca russo. Diante da Basílica, centenas de fiéis locais e peregrinos, vindos de países orientais, esperavam o Patriarca Kirill com velas acesas. Televisões e emissoras de rádio transmitiram o solene evento.
“O acontecimento principal da visita – informou o Patriarcado de Moscou – será a peregrinação do primaz da Igreja russa aos Lugares mais sagrados do mundo cristão.”
O programa do Patriarca Kirill é intenso: concelebração com o Patriarca Teófilo III, na Basílica do Santo Sepulcro, e o percurso da Via Dolorosa. Seguem-se as visitas a Belém, Nazaré, Getsêmani, Monte Tabor, Tiberíade e a outros lugares ligados à vida de Jesus.
O Patriarca russo consagrará a Catedral no Convento Gorny e benzerá solenemente as águas do Jordão, no lugar do Batismo de Jesus.
Estão no programa também os encontros com os representantes do Governo de Israel, da Autoridade palestina e do Reino da Jordânia. Evento cultural de particular interesse é a apresentação de seu livro “Liberdade e Responsabilidade”, publicado em língua hebraica. Momento comemorativo é a visita ao complexo “Yad Vashem”.
“A visita do Patriarca Kirill – sempre segundo o informe do Patriarcado russo – serve de reforço dos laços fraternos que, há séculos, unem Jerusalém e a Igreja ortodoxa russa”
Em 2009, o Patriarca Kirill visitou a Igreja de Istambul e, nos anos seguintes, fez a visita oficial à Igrejas de Alexandria, Antioquia, Bulgária, Chipre e Polônia.
Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=22109&Pagina=1

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria

10/09/12:
No dia 08 de setem bro, na Basílica de Sant’Ana, em Jerusalém, foi celebrada a festa da Natividade de Maria. Na bela igreja, construída pelos Cruzados, junto à piscina Bethesda, atuatmente aos cuidados dos Padres Brancos, a missa solene foi presidida por Fr. Stéphane Milovitch, Guardião da Basílica da Natividade de Belém, concelebrada por Fr. Artêmio Vítores, Vice-Custódio e por Pe. Russel Bill, Superior dos Padres Missionários da África, conhecidos como Padres Brancos. Da celebração participaram inúmeros frades, sacerdotes, irmãs, fiéis locais e peregrinos na Terra Santa, e o Cônsul geral da França, Sig Frédéric Desagnaus.
Em sua homilia, Fr. Stéphane recordou que a festa foi introduzida pelo Papa Sérgio I (séc. VII, seguindo a tradição da Igreja oriental. A natividade da Virgem está estreitamente ligada à vinda do Messias, qual promessa, preparação e fruto da salvação. Aurora que precede o Sol de Justiça, Maria anuncia a todos a alegria do Salvador. Fr. Stéphane sublinhou a importância da festa, em Jerusalém, berço das três religiões monoteistas e sobre o papel unificador que Maria exerce não só sobre cristãos, mas também sobre hebreus e muçulmanos. Antes da missa, o celebrante desceu à cripta da Basílica, para incensar o ícone da Natividade de Maria. Segundo a tradição, neste lugar se achava a casa de Joaquim e Ana, pais de Maria.

Origens da festa
A fonte mais antiga, tida como confiável pela Igreja, que ilustra o natal e a infância de Maria, é o “Protoevangelho” de Tiago, do séc. II, d.C. Nesse texto narram-se momentos da vida de Maria: o matrimônio dos pais, Joaquim e Ana, da tribo de Judá e estirpe de Acar, a concepção após vinte anos de um matrimônio sem filhos, o nascimento e a apresentção no Templo. Fatos inseridos no quadro histórico de Jerusalém: a sorte da casa em que nasceu Maria está ligada à de Jerusalém, com perseguições, destruição do Templo, transformação em lugar de culto pagão, afastamento dos judeus, etc. Uma vez concedida liberdade de culto aos cristãos, deve-se a Helena, mãe do imperador Constantino, a “descoberta” de lugares santos, em Jerusalém, na primeira metade do século IV. As modernas pesquisas arqueológicas possibilitaram reencontrar, entre construções e ruínas de um oratório, o lugar em que a tradição indica a casa natal de Maria. Após o Concilio de Éfeso (431), que proclamou Maria “Mãe de Deus”, floresceram as festas marianas no calendário litúrgico, entre elas: Natividade, Apresentação no Templo, Anunciação e Dormição de Maria.
A data 08 de setembro, para festejar a Natividade de Maria, já existia em Jerusalém, na metade do século V, no tempo do Patriarca João e da Imperatriz Eudósia, quando foi inaugurada a Basílica de Santa Maria, edificada sobre o lugar da casa natal de Maria. De Jerusalém, a festa da Natividade passou a Costantinopola. O mais antigo documento é um hino do diácono Romano, o Melodioso, composto antes de 548. O Diácono subia no ambão e cantava o proêmio e a estrofe, fazendo que o povo repetisse o refrão final: “É a Mãe de Deus, nutriz de nossa vida”. O texto é ainda parcialmente em uso no ofício da Festa, na igreja bizantina, que se baseia naquela em uso no século IX. Há uma pré-festa e quatro dias de pós-festa, encerrando-se no dia 13 de setembro.

Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=21627

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Notícias da Terra Santa, quentes!

Veja o vídeo das últimas notícias, sobretudo as barbaridades cometidas pelos que querem esmagar os cristãos, presentes na Terra Santa: http://www.youtube.com/watch?v=2afTcwhE1SY&feature=bf_next&list=UUS5ARXxSceFKiBYrED_sQXw

sábado, 1 de setembro de 2012

Condenação e Esperança

22/08/2012: O Patriarca Latino de Jerusalém, S. B. Fuad Twal, o Custódio da Terra Santa, Fr.Piebattista Pizzaballa, S. E. Mons William Shomali, alguns Frades franciscanos e sacerdotes dirigiram-se ao lugar do Projeto habitacional de Beit Faji (Betfagé), área de Jerusalém, em companhia da Comissão desse projeto, como gesto de solidariedade, e condenação do violento ataque de jovens da região, que causaram danos a casas, carros, e ferindo pessoas.Isso aconteceu, na segunda-feira, à tarde. Após constatar a dor e a amargura das famílias que residem nesse complexo, o Patriarca e o Custódio condenaram fortemente esses fatos, convidando os moradores a manterem a calma, assumindo iniciativas em busca de resolver o fenômeno: “Aqui, vivemos juntos, trabalhamos juntos…” afirmaram aos presentes. Esse projeto imobiliário, realizado pela Custódia da Terra Santa para ajudar as famílias cristãs de Jerusalém, começou há dois anos. Foi dirigido um apelo a todos os chefes religiosos para que intervenham e transformem esse episódio em momento de reconciliação e convivência pacífica entre as partes envolvidas. Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=21538

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Coleta da Terra Santa


Rio de Janeiro, 06 de abril de 2012.

Estimadas(os) Internautas 

Paz e Bem!

 Estamos celebrando hoje a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Certamente, muitos de vocês participarão da Procissão do Cristo Morto, da leitura da Paixão e do Beijo da Cruz. Naquele momento em que estais beijando a Cruz, não esqueçais dos cristãos que vivem no local onde isto aconteceu e se tornou notícia no mundo todo, a Terra Santa! Lá, vivem cristãos católicos e ortodoxos, como testemunhas vivas da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Porém, tais cristãos sofrem, pela falta de condições de vida, de trabalho, pela pressão das demais Religiões. Também os Frades Franciscanos, como guardiães dos Lugares Santos, não conseguem se manter, a não ser com a ajuda das Coletas da Terra Santa e dos peregrinos que por lá deixam sua contribuição!
Diante disso, vimos humildemente pedir a tua contribuição para manter os Lugares Santos. Se tu colocares a oferta no momento do beijo da Cruz, tal oferta será destinada, através das Paróquias e Dioceses, até nós, que enviaremos fielmente este dinheiro para os Lugares Santos. E se tu não colocares a tua generosidade naquele instante, poderás fazê-lo em outro momento, depositando a tua valiosa contribuição na conta abaixo:

Obra Pia da Terra Santa
Bco. Bradesco – Ag. 3403-7 (Petrópolis)
Conta corrente n° 11174-0

NB: Se você precisar de recibo, nos envie o comprovante do depósito, via e-mail para: pimuller@hotmail.com ou via Fax: (21) 2262-3772,  para que possamos prestar conta da tua generosidade. Se nos enviarem o CNPJ, vos enviaremos também o recibo.

Em nome da Equipe do nosso Comissariado, e das pedras vivas que vivem na Terra Santa, desejo-te uma Abençoada Páscoa, com sinais de Ressurreição a ti e a todos os familiares, amigos pessoais ou amigos virtuais das redes sociais,


Frei Ivo Müller, OFM
Comissário da Terra Santa

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Emergência Síria: apelo do Custódio da Terra Santa

Custódio da Terra Santa_Fra Pierbattista Pizzaballa

16 fevereiro 2012
Após as mudanças ocorridas no Egito, a situação na qual se encontra a Síria, mostra de maneira inequívoca a transformação que está ocorrendo no panorama do Oriente Médio. Até um ano atrás era impossível prever cenário semelhante.

Nestes meses de grande tensão, quando a Síria é dilacerada por conflitos internos e a situação parece cada vez mais assumir características de guerra civil, os franciscanos, juntamente com alguns membros da Igreja Latina, estão empenhados em socorrer as necessidades da população crista local.

A Custódia está presente em diversas zonas do País: Damasco, Aleppo, Latakia, Oronte.

Os dispensários médicos dos conventos franciscanos, segundo a tradição da Custódia, transformam-se em lugares de refúgio e de acolhida para todos, sem alguma diferença entre as etnias dos Alauítas, Sunitas, Cristãos ou rebeldes e forças governamentais.

Num momento de total confusão e desanimo, muitas empresas, especialmente de importação e exportação fecharam suas portas. Dos milhares de turistas, que alimentavam uma moderna e florescente indústria, que ofereciam centenas de postos de trabalho no setor dos transportes, hotelaria, serviços, não existe mais nenhum sinal.

Os produtores agrícolas estão em graves dificuldades. O embargo internacional impede qualquer possibilidade de exportação e os preços despencaram. As faixas mais pobres da população foram atingidos de maneira impiedosa e sofrem coma a falta de energia elétrica e de água. Nas grandes cidades a energia elétrica falta por diversas horas do dia. A gasolina é racionada. Tudo isso cria enormes dificuldades à população, obrigada a enfrentar as temperaturas do inverno sem possibilidade de aquecer-se.

Estar com as pessoas, acolher e assistir quem se encontra em necessidade, sem distinção de raça, religião e nacionalidade; garantir, com confiante presença o atendimento religioso aos fiéis para que compreendam a importância de permanecerem no próprio país, esta é nossa missão.

Este é o sentido da missão franciscana. Em tempos assim, não muito diferentes daqueles nos quais São Francisco se dirigia aos frades exortando-os a manter vivos os valores do Evangelho. Nas suas exortações simples, Francisco irradiava a graça recebida do Senhor e, na experiência da vida cotidiana testemunhava a acolhida da fé, como o bem maior e mais precioso a ser cultivado e revigorado. Nós frades, que nos sentimos ricos desse extraordinário exemplo, herdado sem nenhum mérito, temos o dever de partilhar e difundir o ensinamento do nosso mestre às futuras gerações , para que possamos prosseguir o caminho por ele traçado com imenso amor e humilde dedicação.

Pedimos a todos os amigos da ATS Pro Terra Sancta de apoiar, com um gesto concreto, os numerosos cristãos sírios e as obras de caridade da Custódia da Terra Santa. As ajudas conseguidas serão entregues, de imediato, aos frades que residem na Síria, que providenciarão a utilizá-las de maneira cuidadosa e transparente.

Agradeço aos que poderão difundir este apelo e os saúdo com o desejo de Paz e Bem!

Frei Pierbattista Pizzaballa, OFM
Custódio da Terra Santa


Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=19581

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Congresso Internacional dos Comissários da Terra Santa


Aconteceu em Jerusalém, Convento de São Salvador, do dia 30 janeiro a 04 de fevereiro do corrente ano, o III Congresso Internacional dos Comissários da Terra santa, que reuniu representantes de várias nações, assim distribuídas: Espanha (11), Itália (35), Canadá (01), França (02), Malta (01), Panamá (01), Bolívia (01), Croácia (04), Portugal (01), Guatemala (02), Estados Unidos (07), Suíça (01), Israel (01), Irlanda (01), Equador (01), Polônia (02), Filipinas (01), Brasil (05), México (05), Eslovênia (01), Alemanha (02), El Salvador (01), Singapura (01), Chile (02), Colômbia (01), Austrália (01), Hungria (01), Indonésia (01). A hospedagem foi acomodada na Casa Nova de Jerusalém e no Convento São Salvador. As línguas oficiais do Congresso foram o italiano, o espanhol e o inglês, que eram traduzidas simultaneamente por três tradutores. 

As finalidades deste Congresso foram norteadas pelos seguintes verbos: comunicar, compartilhar e individuar as estratégias sobre algumas problemáticas relativas à Custódia e os Comissários. A metodologia usada foi a expositiva, seguida de trabalhos em grupos. Na parte da manhã aconteciam as exposições, seguidas de questões levantadas pelos Comissários e, na parte da tarde, trabalhos em grupos linguísticos (italiano, espanhol e inglês). A plataforma do debate versou sobre as várias realidades dos Comissariados, sua relação com as Províncias e a Custódia e, sobretudo, sobre na tentativa de elaborar algumas diretrizes que possam esclarecer melhor a missão dos Comissários e sua relação com a Custódia (Vademecum).

As celebrações (missas, laudes e vésperas) aconteceram no Convento de São Salvador, Santo Sepulcro, Belém e a Via Sacra com os peregrinos, pelas ruas da cidade velha de Jerusalém.

Traduzo abaixo alguns trechos da mensagem final em italiano, deixada pelos Comissários da Terra Santa:
“Rezamos juntos nos Lugares Santos da Redenção, peregrinamos pelas ruas de Jerusalém fazendo memória da Paixão de Cristo e da sua Ressurreição. Refletimos e discutimos, durante uma semana, sobre a nossa identidade, sobre o nosso papel e nossa missão de Frades Menores a serviço da Terra Santa, sobre a dedicação no campo da comunicação e sobre a importância das relações com as dioceses e grupos eclesiais espalhados pelo mundo afora.
Compartilhamos as experiências, as dificuldades e as alegrias de quem atua em contextos tão diversificados, em diferentes ângulos do mundo, diferentes em sua história, cultura e tradições. Como humildes filhos de São Francisco, a quem devemos o nosso amor e a nossa dedicação há mais de oito século a favor da Terra Santa, nos interrogamos sobre a nossa modalidade de empenho e sobre como encarnar o Evangelho e transmitir a alegria de nossa fé a todos as pessoas que encontramos em nosso caminho.
Tendo em vista a melhor eficácia de nosso empenho, dedicamos grande parte de nossos trabalhos na redação de um Vademecum, no escopo de acompanhar a obra dos Comissários nas várias etapas do seu apostolado e no delicado compromisso do sustento material a favor da Terra Santa, na relação com as dioceses e outras realidades eclesiais.
Esta bonita experiência de encontro e partilha nos permitiu conhecer muitos leigos e colaboradores que compartilham conosco o amor pela Terra Santa, no empenho e sustento de nossas atividades. A eles, queremos externar a nossa particular gratidão.
No final desta “semana de graça”, recolhemos algumas conclusões, que miram orientar melhor a nossa missão de Frades Menores a serviço da Terra Santa:
1.    A missão dos Comissários da Terra Santa, que é parte integrante do empenho missionário da Ordem dos Frades Menores, manifesta-se no sustento da Custódia da Terra Santa. Trabalhando em comunhão com a fraternidade provincial e com as diversas realidades eclesiais do próprio país, o Comissário da Terra Santa promove o conhecimento desta Santa, como lugar para aprofundar a Palavra de Deus e a experiência de Cristo. Nos Lugares Santos, encontram-se as pedras vivas, as comunidades cristãs com suas problemáticas humanas, sociais e religiosas. Neste contexto histórico do Oriente Médio, percurso de transformações políticas que ulteriormente colocam em risco a presença cristã, queremos continuar e fazer presente a beleza e a força da tradição cristã desta Terra, à qual temos um sentido de pertença e que é parte integrante do caráter deste país;
2.  Num mundo em rápida evolução e mudanças, nos empenhamos em identificar sempre novas modalidades de dedicação e de animação a favor da Terra Santa. Dentre estas, há uma particular importância a comunicação, onde queremos nos empenhar, melhorando posteriormente todos os nossos meios e formas (revistas, TV, internet e redes sociais), capazes de falar de Cristo e da Terra Santa ao ser humano de hoje;
3.   O ano da fé, anunciado pelo Papa Bento XVI, será uma ulterior ocasião para conhecer e aproximar-se da Terra Santa. Através da promoção de peregrinações, nos dedicaremos como primeiros a testemunhar a fé, a escutar e transmitir à Igreja universal a peculiar graça dos Lugares Santos, que primeiro nos conquistou e a partir disto, queremos ser os seus alegres arautos.

Como nos lembrou o Ministro Geral em sua homilia durante a solene abertura do nosso Congresso, compete a nós, como disse João em sua primeira Carta: ‘aquilo que ouvimos, aquilo que vimos com os nossos olhos, aquilo que contemplamos e tocamos com nossas mãos’, disto todos nós, Comissários da Terra Santa, somos testemunhas e apaixonados anunciadores”.

Diga-se de passagem que também foi comunicado, durante o Congresso, que estamos iniciando a publicação da Revista Terra Santa, em português. Tal revista, que já é publicada em quatro a seis edições anuais, em italiano, espanhol, inglês, polonês e árabe, será elaborada e traduzida por alguns Comissários aqui do Brasil, com a colaboração do Comissário de Portugal, e editada pelas Edições da Terra Santa, de Milão. A parte gráfica e distribuição, será confiada à rede Canção Nova, que se apresenta como um canal de divulgação dos Lugares Santos, especialmente pela TV e peregrinações (Obra de Maria). A primeira edição está em gestação e deve sair já na Páscoa deste ano.

Pelos Comissários e Vice-comissários do Brasil,

Frei Ivo Müller, OFM






quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

"Embaixadores” da Custódia no mundo: III Congresso Internacional dos Comissários da Terra Santa

Comissários da Terra Santa

Será realizado em Jerusalém o III Congresso internacional dos Comissários da Terra Santa, dos dias 30 de janeiro a 4 de fevereiro. Um evento de relevo dentre os encontros periódicos aos quais os Comissários são chamados para o confronto, troca e atualização recíproca, segundo previsto na legislação custodial. Os Comissários são figuras preciosas, podem ser definidos como “embaixadores” da Custódia da Terra Santa e funcionam como “pontes” entre a Custódia e os territórios a eles confiados, isto é, as diversas Províncias as quais pertencem. Como representantes da Custódia no mundo, colaboram no sustento e ajuda na sua missão, empenhando-se em diversas frentes: fazer conhecer e amar a Terra Santa, organizar e animar os peregrinos, recolher benfeitorias, cuidar das vocações orientadas à Terra Santa.

Os Congressos internacionais são compromissos muito esperados e atentamente preparados, e têm como objetivo cumprir a importante tarefa de aproximar as realidades da Custódia e dos Comissários, desenvolvendo e reforçando o diálogo entre as diversas partes, procurando assim responder as respectivas expectativas. No intuito de intensificar estas relações foram instituídos alguns meses atrás, sob explícita demanda e recomendação do Congresso Internacional dos Comissários anterior, realizado em 2006, o Escritório Custodial para a Coordenação dos Comissariados da Terra Santa. Trata-se de uma competência nova na história da Custódia, que surge para servir de auxílio ao governo custodial na relação com os Comissariados e na animação dos mesmos, e que tem entre seus deveres organizar os Congressos Internacionais.

No que diz respeito à internacionalidade que constitui uma característica histórica da Custódia da Terra Santa, também o Congresso dos Comissários contará com cerca de 110 participantes vindos do mundo inteiro entre os quais o Ministro Geral da Ordem, Frei José Rodriguez Carballo, o qual estará presente enquanto durar os trabalhos, como também a Cúria Geral, a Comissão econômica, a Cúria Custodial, os vice-comissários, especialistas, colaboradores, tradutores, secretários, fotógrafos, jornalistas. Um grupo variado e complexo, no qual estarão representadas as realidades franciscanas mais diversas de línguas, culturas e tradições, unidas no serviço à Terra Santa.

O programa de trabalho do Congresso, articulado em XXI sessões de trabalho, visa a individuação, comunicação e distribuição das oportunas estratégias de intervenção no que se refere a alguns problemas urgentes relacionados à Custódia e aos Comissariados. Os temas para aprofundamento compreendem alguns temas principais, para os quais estão previstos relatórios de especialistas que se concluirão com a formação de ao menos três perguntas, para indicar as pistas de trabalho para os grupos lingüísticos que após elaborar, apresentarão suas sínteses para a apreciação e discussão na assembléia, entre outros temas secundários, tratados através de breves comunicações voltadas a informar sobre alguns setores da vida da Custódia. As línguas previstas para o desenvolvimento dos trabalhos são: italiano, inglês e espanhol. Os três temas principais que serão submetidos à atenção dos Comissários durante este congresso serão: a situação econômica da Custódia e a contribuição dos Comissários, uma reflexão a partir das situações de crise e de incerteza econômica global, motivo pelo qual também a Custódia da Terra Santa se encontra em maiores dificuldades, dado que as necessidades aumentam enquanto a ajuda e recursos tendem a diminuir; as novas estratégias de comunicação da Custódia, um tema que pretende responder as novas expectativas e as novas exigências da comunicação atual, para as quais as estratégias tradicionais não são mais suficientes e que exigem a busca de novas modalidades de comunicação, instrumentos e conteúdos que façam apreciar e amar a Terra Santa; os aspectos pastorais e práticos da animação das peregrinações, com a realização de um texto de referência, ou seja, uma guia de trabalho, um manual que ajude aos Comissários a oferecer um serviço qualificado a Terra Santa e aos peregrinos que a visitam a partir de indicações fornecidas pelo Governo da Custódia. Em particular, um esboço deste texto de referência já foi enviado aos Comissários para que possam começar a examiná-lo e será novamente apresentado na assembléia plenária durante o Congresso por Frei Giorgio Vigna, responsável pelo recém criado Escritório para a Coordenação dos Comissariados da Terra Santa. Os grupos lingüísticos conduziram então um trabalho aprofundado de revisão e de re-elaboração do esboço, que será novamente discutido e submetido à aprovação de uma comissão designada. Ao término deste processo o texto será entregue ao Discretório para posterior aprovação e enfim, será transmitido ao Ministro Geral da Ordem.
O Congresso produzirá entre outros, um documento conclusivo dos trabalhos, também submetido a uma comissão, no qual serão indicados os temas levantados como tarefa das partes envolvidas, a Custódia e os Comissariados.

Texto de Caterina Foppa Pedretti

Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=19174

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Festa do Batismo do Senhor no rio Jordão


Jericó, 8 de janeiro de 2012
Reaberto no ano passado pelas autoridades israelenses, o lugar ao longo das margens do Rio Jordão onde, desde o século V, se comemora o Batismo de Jesus, tornou a ser meta de muitos peregrinos, que agora podem visitar livremente este lugar, até os confins entre Israel e Jordânia. Aqui, na região do Deserto da Judéia, onde se estende a planície de Jericó, pouco distante da estrada para Tell es-Sultan, que hospeda a antiga Jericó e que conduz ao mosteiro greco-ortodoxo da Quarentena, as diversas confissões cristãs podem novamente celebrar as funções por ocasião da Epifania, que contempla também a liturgia do Batismo do Senhor. Também a comunidade franciscana da Custódia da Terra Santa, que por muito tempo comemorou o Batismo de Jesus na última quinta-feira do mês de outubro, como aconteceu até o ano passado, pôde finalmente organizar a tradicional peregrinação na data do dia 8 de janeiro, primeiro domingo que segue à Epifania, colocando-se de acordo com a linha do calendário litúrgico da Igreja Católica.

A comunidade franciscana, junto com o Custódio da Terra Santa, Frei Pierbattista Pizzaballa, participou com grande entusiasmo deste importante compromisso, onde participaram também muitíssimos cristãos locais, provenientes não somente das zonas israelitas e palestinas de Jerusalém, Jericó e Belém, mas também da Judéia e de outras regiões distantes. A este numeroso grupo se uniram também muitos peregrinos vindos da Jordânia para esta especial ocasião. A procissão, que partiu do convento do Bom Pastor, percorreu uma parte do deserto com cantos e orações, confluindo depois com as suas centenas de participantes, com a capela e com o altar situado a poucos passos das margens do Jordão. Deste lugar, descendendo uma breve escada, se chega ao espaço até o rio, onde, entre as palmas, foi preparado por ocasião um pequeno altar e ao redor dele foram colocadas algumas cadeiras para permitir às pessoas que assistissem à celebração da Santa Missa. Muitos, porém, não encontrando lugar na zona inferior, ao redor do altar, seguiram a celebração parados sobre a rampa de escadas, ao longo do balaustre do espaço superior.

A santa Missa, celebrada na presença das autoridades civis locais, foi presidida pelo padre Custódio, ladeado pelo Cardeal Giovanni Coppa, Núncio Apostólico emérito da República Tcheca, e por muitos confrades e outros sacerdotes concelebrantes. Durante a Santa Missa se desenvolveu também a cerimônia do batismo de quatro crianças da paróquia local, que tiveram um especial privilégio de receber este fundamental sacramento através da água do Rio Jordão. Do mesmo modo, no final da celebração eucarística, muitos quiseram aproximar-se do Jordão e banhar-se nas suas águas, derramando-se simbolicamente um pouco de água sobre a cabeça, recordando o gesto penitencial realizado tantas vezes neste lugar por São João Batista que Jesus mesmo, no início do Seu ministério público, aceitou receber (Mt 3, 13-17).

A peregrinação prosseguiu com a visita ao Mosteiro Greco-ortodoxo construído sobre o Monte da Quarentena, nome que remonta à Idade Média e está ligado à recordação, que aqui se conserva desde o século IV, dos quarenta dias transcorridos por Jesus no deserto e das suas tentações que, ao final deste longo retiro, Jesus teve que enfrentar em um grande confronto com o demônio (Mt 4,1-11). O belíssimo mosteiro, escavado na rocha, justamente sobre os montes que fazem fundo de Tell es-Sultan e que domina desde o nordeste a planície de Jericó, foi edificado até o final do século XIX pelos monges ortodoxos no entorno das grutas em que viviam os anacoretas do deserto que habitaram no lugar até o século V. Percorrido o caminho de grandes degraus que conduz ao mosteiro, o grupo, juntamente com os frades franciscanos, chegaram até o alto e pararam sobre o limiar do edifício para um breve momento de oração.
Acolhidos pelos monges Greco-ortodoxos que vivem neste lugar remoto, os peregrinos puderam apreciar a porta do mosteiro e imergir, por um breve tempo, na atmosfera deste sugestivo lugar. Cada um teve a possibilidade de visitar a igreja, correspondente a uma antiga gruta, e também o pequeno santuário ao qual se pode chegar subindo alguns degraus. Aqui, sobre o muro ocidental, há um nicho escavado na rocha onde se encontra uma pedra, marcada com uma cruz, que indica o lugar tradicional da primeira tentação de Jesus. Realmente esplêndido o panorama que se goza desta posição.

Jesus se apresenta no batismo de João colocando-se na fila com os pecadores, como se também ele fosse um pecador. Ele se faz próximo ao homem em tudo, aceita tudo por amor da humanidade e por obediência ao Pai e, por força desta sua magnitude e deste amor perfeito, o Pai O revela como o Filho predileto, o verdadeiro educador que deve ser escutado, o Bom Pastor a ser seguido. Escreve o Papa Bento XVI: “Jesus é aquele que “se abaixou” para fazer-se um de nós. Aquele que se fez homem e aceitou humilhar-se até a morte de cruz (Fil 2,7). O batismo de Jesus se coloca nesta lógica da humildade e da solidariedade: é o gesto daquele que quer fazer-se em tudo um de nós e se coloca realmente na fila com os pecadores; Ele, que é sem pecado, se deixa tratar como pecador (2Cor 5,21). [...] É o “servo de Deus” do qual falou o profeta Isaías (42,1). A sua humildade é ditada pelo querer estabelecer uma comunhão plena com a humanidade, pelo desejo de realizar uma verdade solidariedade com o homem e com a sua condição. O gesto de Jesus antecipa a cruz, a aceitação da morte pelos pecados do homem. Este ato de abaixamento com o qual Jesus quer conformar-se totalmente ao desígnio de amor do Pai e conformar-se conosco, manifesta a plena sintonia de vontade e de intenção que existe entre as três pessoas da Santíssima Trindade. Para tal ato de amor, o Espírito de Deus se manifesta e vem como uma pomba sobre Ele, e naquele momento o amor que une Jesus ao Pai é testemunhado a todos que assistem ao Batismo por uma voz do alto que todos ouvem. O Pai manifesta abertamente aos homens, a nós, a comunhão profunda que o liga ao Filho: a voz que ressoa do alto e atesta Jesus é obediente em tudo ao Pai e esta obediência é expressão do amor que os une entre eles. Por isso, o Pai coloca o seu agrado em Jesus, porque reconhece no agir do Filho o desejo de seguir em tudo à sua vontade: “Este é o Filho meu, o amado: nele coloco todo o meu agrado” (Mt 3,17). Esta palavra do Pai alude também, antecipadamente, à vitória da ressurreição e nos diz que devemos viver no agrado do Pai, comportando-se como Jesus”.

Texto de Caterina Foppa Pedretti
Foto de Alice Caputo


Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=19009

sábado, 7 de janeiro de 2012

Festa dos Santos Inocentes em Belém

A Festa dos Santos Inocentes em Belém
Belém, Basílica da Natividade – Gruta de São José, 28 de dezembro de 2011
Enquanto a cidade de Belém retorna à tranquilidade, depois dos intensos e coinvolgentes dias do Santo Natal, a comunidade franciscana celebra, no dia 28 de dezembro, uma outra significativa festa ligada a este período natalício, ou seja, a Festa dos Santos Inocentes. A liturgia acontece na Gruta da Natividade, no interior da Basílica da Natividade em Belém. Ao longo da nave da Igreja de Santa Catarina, particularmente numa pequena escada escavada num sistema de antigas grutas, a gruta central se encontra no lugar denominado Gruta de São José. Ela se encontra ao lado da Gruta da Natividade, dividida posteriormente por um muro e sendo dedicada a São José. Recorda a visão que o esposo de Maria teve em sonho, quando o anjo o exortou a tomar consigo Jesus e sua Mãe e fugir para o Egito, porque o Rei Herodes estava procurando o Menino para o matar (Mt 2,13). No fundo da gruta, num patamar elevado, encontra-se um pequeno altar, que é acessado pela subida de duas escadas em seus dois lados. À esquerda, sob os fundamentos dum muro do tempo de Constantino, um arco preconstantiniano, que hospeda alguns nichos dos séculos I-II d.C. Ao lado, sempre à esquerda, se encontra a Gruta dos Santos Inocentes, dedicada às crianças mártires de Belém, mortos na tragédia comandada pelo Rei Herodes, depois que soube do nascimento de Jesus naqueles lugares.

Neste Santo Lugar, num clima de intimidade e recolhimento, na manhã de 28 de dezembro, Frei Artêmio Vitores, Vigário custodial, presidiu a Santa Missa solene, circundado por vários sacerdotes concelebrantes que encontraram lugar ao lado do pequeno altar, adornado com bonitas flores brancas para esta especial ocasião. Muitas religiosas participam na celebração: irmãs franciscanas, irmãs de Santa Brígida, irmãs do Rosário, irmãs de São José, irmãs da Madre Teresa de Calcutá, dentre outras, que encheram a pequena gruta. Nos lados e no fundo da sala, encontram-se também alguns peregrinos, atraídos por esta especial celebração, bem como alguns cristãos locais de língua árabe.

Na homilia, depois de evidenciar uma longa tradição onde é contextuada a Festa dos Santos Inocentes, que aparece nos antigos calendários desde o quarto século, Frei Vitores tece uma breve reflexão sobre o Santo Natal, sobre o Filho de Deus, que entra no mundo como um menino pobre, ao qual tudo falta, porém, infinitamente enriquecido pela Graça celeste. No mistério de seu nascimento se realiza o nascimento da Vida, da plenitude da Vida, pelo qual São Francisco, em cada Santo Natal, nos exorta a “fazer-se pequeno como o Menino” (2 Cel 35), para descobrir nos pobres e humildes a riqueza da Vida divina, que se faz frágil e escondida no meio de nós.

E as primeiras testemunhas deste Deus, que se fez Menino em Belém, as primeiras vítimas, os primeiros mártires solidários com Cristo, são propriamente os Santos Inocentes, que recebem com o seu dramático testemunho o batismo de sange, a palma e a coroa que lhes associa ao cortejo do rei messiânico. Porém, se a glória deste pequenos Santos infunde em seus animados sentimentos de ternura e simpatia, o seu trágico acontecimento, a atroz violência que sofreram transforma-se em protesto contra toda tentativa de golpear, violentar e destruir as crianças inocentes. Jesus mesmo exorta, com vigor, a não transgredir este mandamento: “Guardai-vos de menosprezar um só destes pequeninos, porque eu vos digo que seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus”(Mt 18,10). Por isso, como também sublinhou o Papa Bento XVI, a Festa dos Santos Inocentes nos conduz a recordar e a rezar por todas as crianças que, ainda hoje, são vítimas de toda forma de violência, da falta de uma família, da pobreza material e cultural, do emprego de menores nos conflitos armados, do tráfico ilícito, das ações criminais. Por outro lado, aquela violência radical impede as crianças de realizar o projeto que Deus pensou pra eles, porque lhes é tirado antes mesmo do seu nascimento, pela prática do aborto. Enfim, Frei Vitores quis recordar especialmente os tantos cristãos mártires, mesmo os mais recentes, na Nigéria, Egito e Iraque e em outras partes do mundo.

Depois de um simples almoço, compartilhado com a comunidade franciscana local, Frei Vitores, acompanhado pelos franciscanos de Jerusalém e os estudantes da peregrinação a Belém, retornou à Gruta de São José para presidir as Vésperas solentes e comemorar mais uma vez aqueles pequenos mártires do tempo de Jesus. Ao lado do Vigário custodial, para as Vésperas, estava Frei Stephane Milovitch, atual guardião da Basílica da Natividade em Belém.

Texto: Caterina Foppa Pedretti
Foto: Marco Gavasso

Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=18846&Pagina=1