sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Congresso dos Comissários latinoamericanos da Terra Santa


Nos dias 03 a 09 de fevereiro aconteceu o VIII dos Comissários latinoamericanos da Terra Santa. Participaram deste Congresso os comissários: Fr. Rafael Sube Jiménez, OFM (Argentina), Fr. Ivo Müller, OFM (Brasil), Fr. Jorge Egídio Hartmann, OFM (Brasil), Fr. Francisco Alexandre Viana, OFM (Brasil), Fr. Edilson Rocha da Silva, OFM(Brasil), Fr. Luis Augusto Lessa (GUTO), OFM (Brasil), Fr. Miguel Chuvirú Pesoa, OFM (Bolívia), Fr. Domingo Nicomedes Tapia Gutiérrez, OFM (Chile), Fr. Ramiro Rafael Acosta Cárdenas, OFM (Colômbia), Fr. Carlos Arturo Restrepo Giraldo, OFM (Colômbia), Fr. Luís Arcesio Gallardo Loja, OFM (Equador), Fr. Francisco Mauricio Espinoza Fernández, OFM (Honduras), Fr. Carlos Hernández Covarrubias, OFM (México), Fr. Fernando Comparan Aguilar, OFM (México), Fr. Luis Nevárez Lara, OFM (México), Fr. José María Zubizarreta Soraluce, OFM (Paraguai), Fray Miguel Ángel González Naranjo,  OFM (Venezuela). Os comissários contaram ainda com a assessoria de  Fr. Emérito Merino Abad, OFM (Espanha), de Frei Giorgio Maria Vigna (Jerusalém) e especialmente com a presença de Frei Pier Battista Pizzaballa, Custódio da Terra Santa.

O congresso se realizou no Convento São Francisco, em Santiago, Chile.

A manhã do primeiro dia foi dedicada a uma reflexão sobre o ano da fé, assessorada pelo Fr. Santiago Segundo Andrade Triviño (vigário provincial da Província da Santíssima Trindade, Chile). Na parte tarde, houve a apresentação do Vademecum dos Comissários, apresentado pelo Frei Giorgio M. Vigna.

O segundo dia teve como assessor principal o Custódio da Terra Santa, que discorreu sobre os trabalhos realizados na Custódia, sobretudo com a ajuda dos colaboradores da Terra Santa, que são leigos empenhados no mundo todo em ajudar os Lugares Santos. Também teve a apreciação dos Estatutos da Conferência Latinoamericana, elaborados por Frei Ivo.

O terceiro dia foi abrilhantado pelo Frei Emérito Merino, que é um modelo de organizador de peregrinações para a Terra Santa na Espanha. São cerca de 60 grupos por ano, contando com ajuda de colaboradores leigos.

O quarto dia foi dedicado à partilha das experiências dos comissários, sobretudo na organização e condução dos grupos de peregrinos em visita aos Lugares Santos. Destacou-se a importância da boa preparação dos grupos, bem como dos frades comissários, enquanto guias destes grupos. No final do dia, houve a eleição dos coordenadores da Conferência, sendo eleitos: Frei Ivo (Presidente) e Frei Carlos Arturo Restrepo (Secretário – reeleito). 

A manhã do quinto dia foi ocupada pelas propostas e conclusões do congresso. Na parte da tarde, os Comissários foram visitar a vinha Concha y Toro, com direito a degustação de vinhos. Na sequência, visitaram uma casa de encontros da Província chilena, com capacidade para abrigar 160 pessoas para retiros e encontros de formação.

O sexto dia ficou aberto para uma visita ao Eremitério da Província (El Totoral), para um suculento almoço em Valparaíso, às margens do Oceano Pacífico, bem como para uma visita à linda cidade litorânea de Viña del Mar.

No sábado, alguns viajaram. Os cinco Comissários do Brasil ocuparam-se na parte da manhã para uma reunião de partilha de suas experiências. Debruçaram-se sobre a publicação e avaliação das primeiras edições da Revista Terra Santa em português e na na possível configuração de novos comissariados. Este assunto deve retornar à baila na próxima reunião, prevista para setembro deste ano. Na parte da tarde, alguns aproveitaram o tempo para visitar a cidade de Santiago e se depararam com uma surpresa. Praticamente todo o comércio estava fechado. Aconteceu que choveu nas montanhas e as torrentes de água suja interferiram nos reservatórios das cidade. Por lei, o comércio teve que ser fechado, por falta d’água, especialmente nos banheiros públicos, bares e restaurantes. No convento, o guardião deu uma garrafa de um litro e meio para cada frade (para tomar banho e escovar os dentes).
Os congressistas saíram de Santiago com um sentimento de gratidão pela hospitalidade e simplicidade vivida por aqueles frades, que não mediram esforços no melhor atendimento possível dos visitantes. 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

É ainda Natal


Também neste ano, apesar do clima sombrio pela grave e pesada situação social e política que envolve todo mundo, as comunidades cristãs de Belém se aprestaram em celebrar o Santo Natal. Sob o signo da esperança, no coração da Terra Santa, iniciou a longa noite que se manteve viva com a promessa mantida de Sua vinda: Seu Natal e nosso Natal.

Seguindo os complicados ritos do lugar, a Missa da meia-noite, tão esperada e, há muito tempo, prevista pelos fiéis daqui e pelos peregrinos vindos de todas as partes do mundo, foi celebrada na Igreja de Santa Caterina, totalmnete tomada por pessoas da Terra Santa ou peregrinos, foi presidida pelo Patriarca Fouad Twal, concelebrada pelos Bispos, e por mais de cento e cinquenta sacerdotes diocesanos e franciscanos, peregrinos ou em serviço na Terra Santa.
O nascimento dessa criança é, aparentemente muito insignificante. Por não ter havido hospedagem, a criança nasceu “ao longo do caminho”, num lugar improvisado. Assim se manifesta, mais uma vez, e de forma atual, humana, humilde e escondida, a fim de realizar Seu projeto de nossa salvação. Desde então, e exatamente em Belém, a história humana mudou totalmente.
Se soubermos correr como os pastores, seguindo a luz que conduz a esse tesouro, escondido nas faixas do recém-nascido, a fim de descobrir a criança e contemplá-la, admirados e confiantes como os pastores, poderemos viver cada dia nosso Natal.

Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=22438

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Festa de Santa Catarina em Belém

Belém, Basílica da Natividade – Igreja de Santa Catarina, 24-25 de novembro de 2012


Os dias da semana, antes do início do Advento, foram especiais, como a cada ano, por causa da entrada solene do Custódio da Terra Santa em Belém, na festa de Santa Catarina, padroeira da Paróquia franciscana.
A tradicional festa começou na manhã de sábado, no divã do Convento San Salvatore, em Jerusalém. O momento, cada ano ansiosamente esperado, do encontro convival entre o Mukhtar, Sr. Yacob Amer, acompanhado por outros paroquianos, e o Custódio da Terra Santa, Fr. Piebattista Pizzaballa, o Vice Custódio, Fr. Artêmio Vítores, e o Pároco de San Salvatore, Fr. Feras Hejazin.
Terminado o encontro, um cortejo de carros, escoltado pela polícia de Israel, se pôs a caminho de Belém, partindo da Porta Nova.
A primeira parada aconteceu no Convento de Santo Elias, “Mar Elias”. No antigo mosteiro bizantino, recorda-se o descanso do profeta Elias, durante sua viagem ao Monte Horeb, partindo do Monte Carmelo, a fim de fugir da ira da rainha Jezabel (1Rs 19,4-8).
Aqui, termina a jurisdição da Paróquia de Jerusalém e se entra na de Beit Jala (Palestina).
O Custódio foi acolhido com alegria pelo Pároco, Fr. Ibrahim Shomali, pelas autoridades civis de Israel e por toda a comunidade cristã de Beit Jala.
Após troca de saudações, novo grupo de carros uniu-se ao cortejo. Só três vezes por ano, aos veículos, vindos dos territórios sob controle da Autoridade Nacional Palestina, é permitido cruzar os confins do Estado de Israel, superando o muro de separação.
Apenas ultrapassado o túmulo de Raquel, a escolta militar de Israel deixou seu posto à polícia palestina, que escoltou o Padre Custódio até a Praça da Manjedoura, em Belém.
Na praça, muitos estudantes das escolas da Terra Santa e do Instituto S. José, escoteiros em seus uniformes coloridos, autoridades locais, junto à nova Prefeito de Belém, Sra. Vera Baboun, esperavam a chegada do Custódio. No espaço ante do ingresso da basílica, Fr. Artêmio Vítores, Vice-Custódio, Fr. Stéphane Milovitch, Guardião do Convento Santa Catarina, seminaristas da Custódia e paroquianos acolheram o Custódio.
Terminada a saudação por parte dos franciscanos, dos representantes das Igrejas ortodoxas e das autoridades civis, o Custódio entrou solenemente na igreja de Santa Catarina, atravessando a Basílica da Natividade, apinhada de fiéis locais e peregrinos.
O rito iniciou com o beijo da Cruz, ao ingressar na igreja. Enquanto o Te Deum era cantado, o Custódio dirigiu-se ao altar-mor. Após as boas-vindas, dadas pelo Pároco Fr. Marwan De'ides, o Custódio agradeceu a todos os presentes e presenteou a nova Prefeito de Belém uma Bíblia, um terço e um crucifixo. A Sra. Baboun agradeceu ao Custódio, sublinhando que sua missão, mesmo sendo difícil, será iluminada pela luz da Palavra.
No fim da celebração, o Custódio, deu a todos os presentes a solene bênção.
Um momento de cordial troca de votos, no claustro da igreja, concluiu a cerimônia, em surdina, foi manifestada leve sinal de solidariedade para com as famílias das vítimas de Gaza.
Após o meio-dia, o Padre Custódio presidiu a celebração das primeiras Vésperas, com procissão à Gruta da Natividade.
No domingo, dia 25 de novembro, Festa de Cristo Rei, a celebração da Santa Missa, na igreja de Santa Catarina, foi presidida solenemente pelo Padre Custódio.
Desde 1347, os franciscanos moram em Belém, em seu convento ao lado da Basílica da Natividade. A igreja, dedicada à Mártir Santa Catarina, foi construída no século doze, sendo mais tarde ampliada e modificada.
Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=22171

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Patriarca Kirill pela primeira vez na Terra Santa


Na sexta-feira, dia 9 de novembro, na Porta de Jafa, em Jerusalém, os representantes das Igrejas locais acolheram Sua Beatitude Kirill, Patriarca de Moscou e de todas as Rússias, pela primeira vez em visita oficial à Terra Santa, após sua eleição ao vértice da Igreja Russa, em 2009.
O cortejo, guiado pelos Quawas, seguiu até o Patriarcado Ortodoxo, para o encontro com o Patriarca Teófilo III. Depois, a procissão percorreu as ruelas da Cidade Velha, dirigindo-se ao Santo Sepulcro, para o ingresso solene. Fr. Fergus Clarke, Guardião do Santo Sepulcro, juntamente com muitos frades da Custódia, recebeu o Patriarca russo. Diante da Basílica, centenas de fiéis locais e peregrinos, vindos de países orientais, esperavam o Patriarca Kirill com velas acesas. Televisões e emissoras de rádio transmitiram o solene evento.
“O acontecimento principal da visita – informou o Patriarcado de Moscou – será a peregrinação do primaz da Igreja russa aos Lugares mais sagrados do mundo cristão.”
O programa do Patriarca Kirill é intenso: concelebração com o Patriarca Teófilo III, na Basílica do Santo Sepulcro, e o percurso da Via Dolorosa. Seguem-se as visitas a Belém, Nazaré, Getsêmani, Monte Tabor, Tiberíade e a outros lugares ligados à vida de Jesus.
O Patriarca russo consagrará a Catedral no Convento Gorny e benzerá solenemente as águas do Jordão, no lugar do Batismo de Jesus.
Estão no programa também os encontros com os representantes do Governo de Israel, da Autoridade palestina e do Reino da Jordânia. Evento cultural de particular interesse é a apresentação de seu livro “Liberdade e Responsabilidade”, publicado em língua hebraica. Momento comemorativo é a visita ao complexo “Yad Vashem”.
“A visita do Patriarca Kirill – sempre segundo o informe do Patriarcado russo – serve de reforço dos laços fraternos que, há séculos, unem Jerusalém e a Igreja ortodoxa russa”
Em 2009, o Patriarca Kirill visitou a Igreja de Istambul e, nos anos seguintes, fez a visita oficial à Igrejas de Alexandria, Antioquia, Bulgária, Chipre e Polônia.
Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=22109&Pagina=1

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria

10/09/12:
No dia 08 de setem bro, na Basílica de Sant’Ana, em Jerusalém, foi celebrada a festa da Natividade de Maria. Na bela igreja, construída pelos Cruzados, junto à piscina Bethesda, atuatmente aos cuidados dos Padres Brancos, a missa solene foi presidida por Fr. Stéphane Milovitch, Guardião da Basílica da Natividade de Belém, concelebrada por Fr. Artêmio Vítores, Vice-Custódio e por Pe. Russel Bill, Superior dos Padres Missionários da África, conhecidos como Padres Brancos. Da celebração participaram inúmeros frades, sacerdotes, irmãs, fiéis locais e peregrinos na Terra Santa, e o Cônsul geral da França, Sig Frédéric Desagnaus.
Em sua homilia, Fr. Stéphane recordou que a festa foi introduzida pelo Papa Sérgio I (séc. VII, seguindo a tradição da Igreja oriental. A natividade da Virgem está estreitamente ligada à vinda do Messias, qual promessa, preparação e fruto da salvação. Aurora que precede o Sol de Justiça, Maria anuncia a todos a alegria do Salvador. Fr. Stéphane sublinhou a importância da festa, em Jerusalém, berço das três religiões monoteistas e sobre o papel unificador que Maria exerce não só sobre cristãos, mas também sobre hebreus e muçulmanos. Antes da missa, o celebrante desceu à cripta da Basílica, para incensar o ícone da Natividade de Maria. Segundo a tradição, neste lugar se achava a casa de Joaquim e Ana, pais de Maria.

Origens da festa
A fonte mais antiga, tida como confiável pela Igreja, que ilustra o natal e a infância de Maria, é o “Protoevangelho” de Tiago, do séc. II, d.C. Nesse texto narram-se momentos da vida de Maria: o matrimônio dos pais, Joaquim e Ana, da tribo de Judá e estirpe de Acar, a concepção após vinte anos de um matrimônio sem filhos, o nascimento e a apresentção no Templo. Fatos inseridos no quadro histórico de Jerusalém: a sorte da casa em que nasceu Maria está ligada à de Jerusalém, com perseguições, destruição do Templo, transformação em lugar de culto pagão, afastamento dos judeus, etc. Uma vez concedida liberdade de culto aos cristãos, deve-se a Helena, mãe do imperador Constantino, a “descoberta” de lugares santos, em Jerusalém, na primeira metade do século IV. As modernas pesquisas arqueológicas possibilitaram reencontrar, entre construções e ruínas de um oratório, o lugar em que a tradição indica a casa natal de Maria. Após o Concilio de Éfeso (431), que proclamou Maria “Mãe de Deus”, floresceram as festas marianas no calendário litúrgico, entre elas: Natividade, Apresentação no Templo, Anunciação e Dormição de Maria.
A data 08 de setembro, para festejar a Natividade de Maria, já existia em Jerusalém, na metade do século V, no tempo do Patriarca João e da Imperatriz Eudósia, quando foi inaugurada a Basílica de Santa Maria, edificada sobre o lugar da casa natal de Maria. De Jerusalém, a festa da Natividade passou a Costantinopola. O mais antigo documento é um hino do diácono Romano, o Melodioso, composto antes de 548. O Diácono subia no ambão e cantava o proêmio e a estrofe, fazendo que o povo repetisse o refrão final: “É a Mãe de Deus, nutriz de nossa vida”. O texto é ainda parcialmente em uso no ofício da Festa, na igreja bizantina, que se baseia naquela em uso no século IX. Há uma pré-festa e quatro dias de pós-festa, encerrando-se no dia 13 de setembro.

Fonte: http://pt.custodia.org/default.asp?id=2048&id_n=21627