quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Igreja da Natividade é candidata a patrimônio da humanidade
Belém (Palestina) - A Autoridade Nacional Palestina (ANP) pediu à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) que reconheça a Igreja da Natividade como o primeiro Patrimônio da Humanidade sob responsabilidade palestina.
A ANP informou ter requisitado à Unesco que inclua a igreja situada em Belém - um dos lugares mais sagrados para os cristãos e onde, segundo a tradição, teria nascido Jesus Cristo - em sua lista de sítios culturais de grande importância.
A construção data de 1.700 anos atrás. Estima-se que dois milhões de fieis e turistas visitem a Igreja da Natividade este ano, entrando na basílica pela Porta da Humildade, cujas vigas foram doadas no século XV pelo rei inglês Eduardo IV.
Ela fica na Cisjordânia ocupada, mas as conversações com Israel para pôr fim ao conflito no Oriente Médio e criar um Estado palestino com um tratado mútuo estão suspensas há cinco meses. Por não ter um país próprio, os palestinos não são membros plenos da Organização das Nações Unidas e não têm como obter o reconhecimento da Unesco.
Ao apresentar a submissão formal ao comitê de patrimônio da Organização, em Paris, a ministra do Turismo e das Antiguidades da Autoridade Palestina, Khouloud Daibes disse que “este é um passo importante e necessário em nosso plano para pôr fim à ocupação israelense e estabelecer um Estado”.
Nos últimos anos, a Unesco reconheceu mais de 900 locais de valor universal extraordinário para a humanidade. Estima-se que a Organização responda ao pedido da Autoridade palestina somente em meados de 2012.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Oração pela Unidade dos Cristãos
Jerusalém, 24-25 de janeiro de 2011. Continua a Semana de oração pela Unidade dos Cristãos na Terra Santa. Cada dia, uma igreja das diferentes confissões cristãs hospeda o encontro de oração que se celebra em várias línguas e que segue um momento de troca fraterna. No dia 24 de janeiro a encarregada de acolher este evento foi a Igreja Armênia.
Em uma sugestiva atmosfera iluminada exclusivamente pelas “ganteghes”, as tradicionais lamparinas de azeite que, em grande quantidade, iluminam toda a abóboda da Catedral de Santiago, e pelas velas que os religiosos e fiéis de diferentes credos cristãos carregam, todos puderam rezar juntos acompanhados por cantos pré-bizantinos e pré-gregorianos, típicos da tradição armênia.
O arcebispo Aris Ahirvanian propôs um momento de reflexão no qual recordou como Jerusalém é o lugar onde nasceu a primeira comunidade cristã e onde o Espírito Santo iluminou o conhecimento de pessoas de diferentes línguas e culturas. “Também hoje somos chamados a ser uma realidade pentecostal”, disse o arcebispo, “unidos pelo sinal da Cruz do ressuscitado e em união com os irmãos que dão testemunho de fé com sua vida”.
No dia 25 de janeiro, a encarregada de acolher este encontro de oração foi a Igreja Luterana. Também nesta ocasião a afluência de fiéis foi numerosa até encher por inteiro a igreja do Redentor e a acolhida aos cristãos das diferentes expressões foi muito cordial. Sugestivo também foi o acompanhamento do coro, que deu grande realce ao encontro.
Na quarta-feira, 26 de janeiro, às 17 horas e na quinta-feira, 27, às 16 horas, o encontro é na paróquia latina de São Salvador, onde este ano os frades menores preparam a oração em nome da Igreja latina.
Marco Gavasso
Tradução: Frei Leonardo Pinto dos Santos
http://www.custodia.org/Oracion-por-la-Unidad-de-los.html?lang=it
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Antonio Barluzzi: a mostra continua
A mostra dedicada a Antonio Barluzzi (1884-1960), o arquiteto que deixou uma grande marca com sua criatividade na Terra Santa, continua no Christian Information Centre, próximo do Jaffa Gate, na Cidade Velha de Jerusalém.
É um agradecimento ao gênio da arquitetura Barluzzi que reconstruiu a maioria dos santuários franciscanos: a basílica do Monte Tabor, do Getsêmani, a Igreja do Campo dos Pastores, da Flagelação, São Lázaro e Betânia ... para mencionar somente algumas.
Ele foi encarregado por vinte e quatro trabalhos – incluindo igrejas, hospitais e escolas, que ele construiu com energia inesgotável e profunda fé entre 1912 e 1955.
Barluzzi é uma figura fundamental do século passado para a Terra Santa, não somente pelos seus inúmeros trabalhos, mas sobretudo porque ele é um exemplo de arte e real talento oferecidos para exaltar, com beleza e sincero amor a Deus, os lugares mais caros ao cristianismo.
A mostra, que foi inaugurada no dia 14 de dezembro de 2010, está aberta de 8h30 às 17h30, no Christian Information Centre, Jaffa Gate, na Cidade Velha de Jerusalém.
Tradução: Frei Leonardo Pinto dos Santos
http://www.custodia.org/Antonio-Barluzzi-the-exhibition.html
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Começa em Jerusalém a Semana pela Unidade dos Cristãos
Em Jerusalém, o termo “ecumenismo” tem o sabor de cotidianidade, sabor doce e, às vezes, amargo, mas nunca insípido. Esta é a frase que pode resumir o pensamento de quem está vivendo esta Semana da Unidade dos cristãos em Jerusalém, semana que foi inaugurada neste sábado quando católicos e protestantes assistiram a oração das “Completas”, a celebração do “Apodeipnon” dos gregos ortodoxos no Calvário, uma semana depois que o resto do mundo, em respeito à “última” Epifania, celebrada pelos armênios ortodoxos.
O tema da Semana da Unidade dos cristãos deste ano eleito pela “Igreja Mãe” de Jerusalém é o texto dos Atos dos Apóstolos que fala das origens da comunidade de Jerusalém, onde os primeiros cristãos viviam “unidos pelo ensinamento dos apóstolos na comunhão, no partir o pão e na oração” (At 2, 42).
Na apresentação da Semana da Unidade 2011 por parte do Pontifício Conselho para a promoção da Unidade dos cristãos junto ao Conselho Mundial das Igrejas, sublinhou-se a peculiaridade de Jerusalém: “A comunidade atual vive muitas das alegrias e das dores da igreja primitiva; a mesma injustiça e discriminação; as mesmas divisões, mas a mesma perseverança fiel e o reconhecimento de um sentido mais amplo de unidade entre os cristãos. As igrejas de Jerusalém nos oferecem hoje uma boa visão do que significa lutar pela unidade dos cristãos em meio a tantos problemas. Mostra-nos como a chamada unidade é muito mais do que simples palavras e que, em efeito, pode levar-nos a um futuro no qual se prevê e se inicia a construção da Jerusalém celeste”.
Ontem se pôde sentir com força o desejo de unidade por parte dos gregos melquitas católicos da acolhedora igreja da Anunciação, a dois passos do patriarcado latino, que para a ocasião estava cheia de fiéis de diferentes ritos. A oração de tradição bizantina e fundamentalmente em árabe, foi presidida pelo vigário do patriarca melquita, o Rvmdo. Youssef Jules Zerey, na presença dos representantes das outras igrejas e foi seguido por um pequeno comes e bebes, momento precioso para confraternizar e trocar algumas palavras.
Os ofícios ecumênicos continuarão durante toda a semana sob o patrocínio das igrejas armênia ortodoxa, luterana, católica latina, sírio ortodoxa, etíope ortodoxa e anglicana. Os franciscanos da Custódia, representantes do rito católico latino, serão os encarregados de conduzir a oração na quarta-feira na igreja paroquial de São Salvador, e na quinta-feira no Cenáculo, lugar onde, excepcionalmente, permite-se celebrar a liturgia somente três vezes ao ano.
Jerusalém, que durante esta semana se mostra em sua diversidade de Igrejas majoritárias e minoritárias, esforça-se, não sem tensão, em ser canteiro de unidade.
E.C.
Tradução: Frei Leonardo Pinto dos Santos
http://www.custodia.org/Si-e-aperta-a-Gerusalemme-la,9284.html
sábado, 22 de janeiro de 2011
A coordenação da Terra Santa se reúne para avaliação
De 8 a 13 de janeiro, a Coordenação da Terra Santa, que é composta por bispos que representam as conferências episcopais da América do Norte, Europa e Escandinávia, reuniu-se em Jerusalém pelo décimo segundo ano consecutivo, com a finalidade de tomar conhecimento sobre a situação do país, reunir-se com os responsáveis locais e valorizar as necessidades e as modalidades de ação para que a atuação da Igreja universal esteja de acordo e adequada à Igreja da Terra Santa, mãe das Igrejas e sempre ligada aos sucessos e dificuldades de todo tipo que acontecem no Oriente Médio.
As reuniões aconteceram basicamente nos locais da Cúria Geral da Custódia da Terra Santa, no convento de São Salvador, e nelas sucederam uma dezena de intervenções.
O tema eleito pelo Sínodo do Oriente Médio, “A multidão dos fiéis tinha um só coração e uma só alma” (At 4, 32), orientou o rico e variado conteúdo das sessões. De fato, os padres se alegraram por contar com o padre Felet, secretário da Conferência dos Ordinários da Terra Santa, pela qualidade da organização e pelo alto nível dos oradores. Agradeceram especialmente por poderem desfrutar de um rico panorama da Igreja da Terra Santa sem falsas espiritualidades nem romanticismos, mas enfrentando a realidade com a energia necessária para superar as dificuldades onde quer que apareçam.
Durante toda a semana, os desafios que se enfrentam na Igreja da Terra Santa se revelaram aos bispos sob uma nova luz. O desafio do diálogo ecumênico e inter-religioso; o desafio da educação nas escolas, tanto no interior como no exterior (qual é a imagem que se tem do cristianismo nas escolas israelenses e palestinas não cristãs?); o desafio da vida religiosa em uma Igreja local com dimensão universal; o desafio da acolhida dos peregrinos e das peregrinações.
“É importante ver os desafios que a Igreja da Terra Santa deve enfrentar em um território tão pequeno. Uma Igreja que deve viver a diversidade de línguas, de culturas, de ritos, de regimes políticos, de áreas geográficas e suas realidades sociais, e mesmo assim permanecer Uma”, comentou Monsenhor Michel Dubost, bispo de Evry (França).
O comunicado da imprensa (que se pode consultar no site do Patriarcado) serviu para dirigir uma mensagem de apoio aos que trabalham em todos os campos nos quais está presente a Igreja, como às autoridades, para que encontrem caminhos de paz e justiça duradouras.
“A coisa mais deprimente neste país é ver no caminho a Belém uma placa que indica aos cidadãos israelenses que estão proibidos de passar. É a coisa mais terrível que conheço, porque isto impede que se chegue a uma solução que poderia ser encontrada em conjunto. Esquecemos a política e os intelectuais, deixemos que as pessoas tenham a oportunidade de se encontrar”, declarou Mons. William Keney, representante da conferência episcopal da Inglaterra e Gales.
O Núncio apostólico, que veio despedir-se dos bispos, encorajou-os a continuarem com seu trabalho. Por outro lado, já se fixou as datas para a próxima reunião.
Mab
Tradução: Frei Leonardo Pinto dos Santos
http://www.custodia.org/Coordination-for-the-Holy-Land.html
Assinar:
Postagens (Atom)









